Publicado em 22/07/2026

Para o Serviço Social, apoiar e integrar mobilizações como a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ é um reflexo direto do Projeto Ético-Político da profissão. A defesa intransigente dos direitos humanos e o empenho na eliminação de todas as formas de preconceito e discriminação, seja por orientação sexual, identidade de gênero, classe, etnia ou religião, são princípios inegociáveis que norteiam o nosso Código de Ética Profissional.
Foi com esse compromisso que, no último domingo (19), parte da região central de Belo Horizonte foi tomada pela luta em defesa da diversidade. O ato, que ocorreu das 13h às 21h, teve sua concentração no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Brasil, arrastando uma multidão que seguiu os trios elétricos em marcha até a Praça Sete.
Neste ano, a mobilização foi pautada pelo tema “Democracia: nosso voto, nossas vidas. Cellos-MG 25 anos, só a luta traz conquistas”. A escolha homenageou a trajetória histórica do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (Cellos-MG) e evidenciou a importância do voto e da participação política como ferramentas de sobrevivência e defesa de direitos para a população LGBTQIAPN+. A parada, que uniu reivindicação política e celebração cultural, contou com a presença da deputada Duda Salabert e reuniu mais de 30 atrações, entre DJs e cantores, que se apresentaram ao longo do trajeto.
Em um cenário onde a violência e a violação de direitos ainda atingem brutalmente a população LGBTQIAPN+, a presença da categoria nesses espaços vai além do apoio solidário e se firma como um dever ético. Lutar pela vida, pelo acesso às políticas públicas e pela cidadania plena dessas pessoas é enfrentar as expressões da questão social que marginalizam e excluem esses sujeitos.
Para a estudante Marcely, de 24 anos, que acompanhava a Parada, a mobilização nas ruas é uma ação importante na luta pela sobrevivência e pela cidadania plena da população LGBTQIA+. “A gente vem pra celebrar quem somos, mas principalmente para cobrar respeito, acesso a políticas públicas e o nosso direito à vida. Estar aqui hoje é um ato de resistência e de luta por uma sociedade mais justa”, destaca a participante.
O CRESS-MG e a categoria seguem atuantes em defesa de uma sociedade radicalmente livre, democrática e emancipada, em que o respeito à diversidade e o direito de ser e amar sejam plenamente vividos por todas as pessoas.
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